“Não podemos amar a Deus sem amar ao próximo e não podemos amar ao próximo sem amar a Deus”

Mensagem Litúrgica, 30° domingo do tempo comum, 25 de outubro de 2020.
Primeira Leitura Êxodo 22,20-26, Salmo Responsorial Sl 17/18, Segunda Leitura 1 Tessalonicenses 1,5-10, Evangelho Mt 22,34-40

O principal tema desenvolvido por Frei João Benedito, reitor e pároco do Santuário, durante a homilia deste domingo (25) foi a caridade com os irmãos e o amor ao próximo.

Ao refletir sobre a primeira leitura (Êxodo 22, 20-26), para o pároco, o Senhor Deus pede aos judeus o cuidado com os mais frágeis, e naquela sociedade esses eram os estrangeiros, as viúvas e os órfãos. E a recomendação vem com uma lembrança: “Não trate mal o estrangeiro porque também foste estrangeiro, Israel”.

Meditando sobre as palavras do evangelho, o celebrante lembrou os fiéis que, assim como apresentado nas leituras das semanas anteriores, a passagem dessa semana narra mais um episódio em que Jesus é posto à prova pelos fariseus que buscavam que ele caísse em contradição para que fosse condenado. Na ocasião, ao ser questionado sobre qual era o maior mandamento, Jesus respondeu com uma passagem das escrituras, (Deuteronômio, capítulo 6): “Amarás o Senhor teu Deus de todo o seu coração, com toda a sua alma, com todo o seu entendimento”. Jesus diz que esse é o primeiro mandamento e o segundo é “Amarás ao teu próximo com a ti mesmo”.

Frei João afirmou que Jesus nos ensina que devemos amar a todos, mesmo aqueles que não nos amam. E a novidade do plano de salvação apresentado por Jesus é essa. Ele explicou que se quisermos saber como Deus come, fala, anda devemos olhar para Jesus. Ele acrescentou que a máxima do ensinamento de Jesus, amar a Deus e amar ao próximo, está nos quatro evangelhos, cada um com mais ou menos detalhes, mas com a mesma essência. “Fundamentalmente, Jesus nos diz que, porque somos amados por Deus, devemos amar ao outro. Com seus limites, defeitos e fragilidades. Esse é o desafio cristão”, dissertou o pároco.

Segundo o celebrante, se seguirmos esse exemplo o amor há de se propagar e o mundo poderá ser melhor. Com esse ensinamento em mente, o celebrante pediu que a comunidade reze pelos missionários, irmãos a quem o mês de outubro é dedicado. “Hoje nossa Igreja tem mais missionários leigos e leigas do que sacerdotes. Devemos rezar por eles, e devemos nós mesmos, como batizados, sermos missionários no nosso cotidiano. Devemos levar a mensagem de Cristo ao nosso trabalho, a nossa escola e a nossa família, testemunhando o amor do Pai por nós”, exortou os fiéis.

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Texto: Ana Beatriz Santos | Foto: Aureni Brito

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