Quinta-feira Santa: Demonstração do amor de Jesus pelos homens

É o Amor que nos distingue enquanto católicos. O Amor é a marca daquele que segue Jesus. Não é o conhecimento da Doutrina, mas é o amor, amar ao próximo como a si mesmo, que nos distingue.

Fotos: Danielly e Aureni
Texto: Ana Beatriz

Mensagem Litúrgica

Quinta-feira Santa – 14 de abril de 2022.

CEIA DO SENHOR

Celebração Presidida pelo, Frei Cristiano Freitas OFM-Conv.

Primeira Leitura (Êx 12,1-8.11-14)

Responsório (115/116B)

Segunda Leitura (1Cor 11,23-26)

Evangelho (Jo 13,1-15)

Frei Cristiano, presidente da celebração, destacou a instituição dos sacramentos da Eucaristia e da Ordem na santa missa da quinta-feira santa. “Hoje a Igreja se alegra pelos sacerdotes, pedimos a Deus pelos nossos frades e todos os outros sacerdotes que fazem ou fizeram parte de nossa vida”, disse Frei Cristiano. Explicando a  diferença da Páscoa dos judeus descrita no livro do Êxodo, quando da saída do Egito, e a Páscoa do Novo Testamento, quando o próprio Jesus é o Cordeiro de Deus, imolado para o fim dos pecados, ele disse que a ressurreição de Jesus, lembrada no tríduo pascal, é a prova concreta da passagem da vida velha para a vida nova.

Uma prova da importância da ressurreição é a data escolhida para a celebração dos santos. “A Igreja Católica celebra o dia dos santos no dia de seu falecimento, porque esse é o marco da vida nova, em que todos ressurgimos assim como Cristo”, disse. Frei Cristiano explicou que em cinco capítulos, João Evangelista descreve o legado de Jesus para a Igreja. Jesus tendo amado o ser humano, amou intensamente e até o fim. “E é sob essa ótica que devemos enxergar a cerimônia do lava-pés e a instituição da eucaristia. A última ceia é o momento em que Jesus demonstra seu amor pelos homens. É o Amor que nos distingue enquanto católicos. O Amor é a marca daquele que segue Jesus. Não é o conhecimento da Doutrina, mas é o amor, amar ao próximo como a si mesmo, que nos distingue”, disse, “Sem o Amor nada valerá, já nos disse São Paulo”.

Frei Cristiano chamou a atenção para o fato de São João descrever a cerimônia do lava-pés detalhadamente, mais do que a instituição da eucaristia, como fazem os outros evangelistas. A razão, segundo frei Cristiano, foi reforçar para a comunidade a necessidade da fraternidade, da partilha, da vida conjunta por meio do serviço. Jesus é partilha, amor e salvação. Ao lavar os pés dos apóstolos, Jesus nos mostra que aquele que comunga de forma inspirada, vai desejar servir. E assim é a vida em comunidade. “Lembremos sempre de São Francisco de Assis, que dizia: ‘Senhor, o que queres que eu faça’. É assim que devemos agir como Igreja,” concluiu.

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