São Pedro e São Paulo: as duas colunas da Igreja

Pedro e Paulo participaram do nascimento e desenvolvimento da Igreja nascente junto com Cristo

Fotos: Fernando Carlomagno

Texto: Patrícia Gomes

 

Mensagem Litúrgica
Primeira Leitura (At 12,1-11)
Responsório (33)
Segunda Leitura (2Tm 4,6-8.17-18)
Evangelho (Mt 16,13-19)

A missa das 19h foi a do padroeiro e, em sua homilia, o Frei Gilberto falou sobre a importância da Confraria de São Francisco. Também ressaltou que a Solenidade São Pedro e São Paulo, celebrada nesse domingo (04/07), nos faz recordar o valor, a importância da Igreja. Pedro e Paulo são personagens principais, a Igreja vai dizer que são colunas, porque participaram do nascimento e desenvolvimento da Igreja nascente junto com Cristo. Tiveram a participação nos ensinamentos, na doutrina da Igreja, por isso, são marcos que devem ser lembrados por todos nós que somos Igreja. Eram homens normais até o momento da conversão, do encontro com o Cristo. Paulo, por exemplo, era um fariseu, conhecedor das leis, um homem ríspido e duro, perseguidor dos cristãos. Numa ida a Damasco para prender os cristãos, ele tem um encontro com Cristo que o marca profundamente. Uma forte luz brilha sobre os seus olhos, ele fica cego, cai do cavalo e uma voz surge que diz: Saulo, Saulo porque me persegues? E naquele momento ele percebe que algo extraordinário está acontecendo. Essa voz pede para que ele entre na cidade de Damasco e procure o discípulo Ananias. O discípulo Ananias evangeliza Saulo e o batiza naquele momento e a partir daquele ato ele se converte, fica curado da cegueira e inicia o ministério apostólico. Vai começar a evangelizar os pagãos em diversas cidades e realidades, depois vai acompanhar essas comunidades com suas cartas. Ao todo, são 13 cartas paulinas que compõem o Novo Testamento. São Paulo será essa coluna devido a tamanhas manifestações no início da Igreja. Ele morre martirizado, decapitado em função da fé.

Por outro lado, temos São Pedro que era pescador, tinha uma família e um temperamento forte. Ele tem um encontro com Cristo quando seu irmão, André, o convida a conhecer o Messias. No evangelho de São Marcos 1,16, Cristo vai dizer a Pedro: Segui-me e farei de vós pescadores de homens. A partir daquele momento, São Pedro vai ser discípulo de Cristo e iniciar uma caminhada ao lado de Jesus, acompanhando todos os seus atos e momentos marcantes. Pedro, mesmo sendo um homem de temperamento forte, se mostra à disposição de Cristo. Mesmo que a paixão relate que Pedro negou Cristo por três vezes, mais tarde ele dará um grande testemunho. Jesus pergunta a Pedro se ele o ama e ele responde: Senhor, tu sabes que eu te amo. Então Jesus diz: apascenta as minhas ovelhas. E por três vezes Pedro confirma o seu amor a Cristo.

São Pedro foi fiel e hoje no evangelho ele professa a sua fé, professa de uma forma diferente, pois não representa uma fé particular, mas sim uma fé da Igreja, uma fé de todos os apóstolos. Jesus pergunta aos discípulos o que estão dizendo sobre ele. Não são os apóstolos que respondem, mas o próprio Pedro que diz: Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo. E essa expressão de Pedro é marcante, porque naquele período nenhum fariseu conseguia identificar Jesus como o Cristo. Pedro é o único que consegue compreender a verdade que está acima da razão da época e, por isso, Jesus vai dizer: Feliz foi Pedro porque não foi a carne e nem o sangue que revelaram essa verdade, mas o próprio Pai que está no céu. A atitude de Pedro é uma profissão de fé da Igreja. Uma profissão de fé, da revelação, não uma fé particular e pessoal, mas uma fé dada como graça de Deus e essa é a fé que nós batizados professamos. Não professamos uma fé particular e pessoal, mas uma fé da Igreja, a fé que professamos a cada missa no Credo, acreditando na Santíssima Trindade, no céu, no inferno, no purgatório, na ressurreição. Nós temos sempre que lutar para não perder a fé, pois ela é um dom, uma graça de Deus. E é essa graça que nos possibilita chegar ao céu, por isso, precisamos mantê-la firme.

A Igreja de fato é anunciada por Pedro, ele representa toda a Igreja. É um dom que Cristo dá a sua Igreja a partir de São Pedro. A Igreja tem quatro atributos importantes: una, santa, católica e apostólica. Una pois é uma única doutrina, uma única Liturgia e permanece desde o nascimento como única Igreja fundada por Cristo. É santa porque é a partir de Cristo que nasce, da sua paixão na cruz. Tem os elementos santos através da palavra e sacramentos. Apesar dos seu membros pecadores, ela é santa e, por esse motivo, devemos sempre lembrar que a Igreja tem a sua divindade dada por Deus. E isso deve despertar em nós um amor pela Igreja. Por mais que existam homens pecadores nela, ela é santa por natureza. É católica porque está em todo o mundo, é universal, tem integridade, pois possui os elementos necessários que nos levam a salvação. Ela leva homens e mulheres a chegar ao céu. É apostólica porque foi fundada pelos apóstolos, na palavra, na doutrina da Igreja. E é professando a nossa fé que nós somos Igreja. A Igreja se torna luz para os homens e, por isso, muitas vezes ela é combatida, há várias tentativas de atacar o magistério da Igreja. Para manter os valores da Igreja, é preciso um espírito aguerrido, porém muitos cristãos não têm combatido na fé e se deixam levar pelo mundo. A palavra de Deus ressalta a importância do cristão lutar pela sua fé, pois por meio dela é possível chegar no reino do céu. Rezemos pelo santo Padre para que o seu testemunho ajude os irmãos a crescerem na fé. A confraria de São Francisco é um exemplo de Igreja, de intercessão. Peçamos a Deus para que ela continue a dar bons frutos e que seja sinal vivo do Cristo.

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