Para participar da festa de Cristo é necessário se vestir de conversão

Mensagem litúrgica da Celebração do 28º domingo do tempo comum,11 de outubro de 2020

1ª leitura- Isaias 25, 6-10ª; Salmo- 22/23; 2ª leitura- Filipenses 4,12-14.19-20; Evangelho- Mateus 22,1-14

 

Durante a homilia da Santa Missa do último domingo (11), Frei João Benedito, reitor e pároco do Santuário São Francisco de Assis, falou sobre a importância de atender o convite de Deus a conversão e aceitar a fé, em especial o catolicismo, na sua totalidade.

Tendo como base principal o Evangelho, o pároco explicou que com a parábola narrada por São Mateus, Jesus conta a história do Antigo Testamento: o Rei que preparava a festa de casamento é Deus, Cristo é o noivo, a Igreja a noiva e os convidados representam o povo eleito. Frei João Benedito argumentou que no Antigo Testamento podemos encontrar narrativas que mostram que Deus enviou muitos servos (assim eram chamados os profetas) para anunciar ao povo de Israel (o povo eleito) a festa da nova aliança e, por diversas vezes, o convite a conversão não foi aceito. Muitos desses profetas foram rejeitados, perseguidos e mortos pelo povo, assim como os primeiros convidados a festa de casamento fizeram com os sevos enviados pelo Rei na parábola contada por Cristo.

Ao seguir explicando a analogia, Frei João Benedito afirmou que o 3º grupo de servos enviados pelo Rei são representados pelos apóstolos. Ao contrário do primeiro grupo que faz o convite aos nobres, esses servos seguem as ordens do monarca para convidar aqueles que encontrarem pela rua, nas encruzilhadas nos finais das vias. Segundo o frade, podemos interpretar esses últimos convidados como aquelas pessoas pecadoras, desiludidas. Na parábola são exatamente essas que aceitam o convite para participar da festa. Frei João destacou que achou interessante a expressão utilizada pelo evangelista para descrever os convidados que aceitaram o convite do Rei: “entraram para a festa maus e bons”.

Para o pároco, podemos entender que o terceiro grupo somos nós. Ele lembrou que dentro de nós convive a maldade e a bondade, assim como na festa narrada na parábola. Ele afirmou que o Senhor chama a todos e o Seu critério não é o mérito pessoal, mas a graça de Dele pois Ele é um Deus que ama independente daquilo que somos.

Frei João Benedito argumentou que dentro desta parábola sobre a festa de casamento do filho do Rei é possível identificar outra parábola: a que o Rei se irrita com o convidado que não está vestido adequadamente para festa. Ele contextualizou o episódio dizendo que naquela época era costume os anfitriões oferecerem aos convidados na entrada das festas vestimentas adequadas para garantir que nenhum convidado fugisse do decoro da ocasião. Ou seja, na narrativa é possível presumir que o convidado estava com a vestimenta inadequada porque quis. Diante disso, ele afirmou que parábola também possui uma mensagem direta para nós: Jesus nos diz que não basta nos alegremos ao sermos chamados para a festa. Estar na festa, conviver com Deus, deve produzir uma mudança em nós.

Ao continuar o exercício de trazer os elementos da parábola para a nossa realidade, o pároco lembrou que no batismo usa-se a roupa branca que simboliza a nova vida cristã, a pureza, a santidade, a conversão e união com o Senhor. O frade alertou que não adianta entrar na festa e não mudar de vida. É necessário que a fé nos transforme a partir do nosso interior e deve ser expressa na nossa vida, no exterior.

Por fim, Frei João Benedito reforça que em Seu reino, Deus acolhe todos nós, mas Ele respeita a nossa liberdade. Deus nos criou sem a nossa permissão, mas Ele não nos salva sem a nossa colaboração. Ele quer que todos nós nos vistamos com a veste nupcial, mas respeita a nossa liberdade por amor.

Texto: Adriana Gimenes | Edição: Kelsiane Nunes | Fotos: Fernando Carlomagno

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