Para dar sentido a toda a existência dos homens

Segundo Frei João Benedito, a vida em comunidade, a escuta da palavra de Deus e a vivência da Eucaristia são dimensões importantes para crer na ressureição de Cristo

Mensagem Litúrgica da Celebração da Vigília Pascal
Primeira Leitura: Gn 1, 1– 2, 2
Salmo: 103
Segunda Leitura: Gn 22, 1-2.9a.10-13.15-18
Terceira Leitura: Rom 6,3-11
Evangelho: Mc 16, 1-7

 

Texto: Letícia Maria Oliveira
Fotos: Luciano Cardoso

Durante a homilia da Celebração da Vigília Pascal, realizada no último sábado (03), Frei João Benedito Araújo (OFMConv) explicou que depois de feita a Ceia do Senhor, de ir ao Getsêmani, de sofrer com Ele em sua crucificação, neste dia se faz possível contemplar a ressureição dEle. O mistério pascal ensina que, embora a morte seja inimiga, o Senhor a venceu, assim como venceu o pecado.

O frade disse que nesta celebração, dois símbolos litúrgicos se fazem mister. O fogo, como símbolo da purificação, trazido pelo Círio Pascal, luz que vence as trevas e que permanece acesa até a conclusão dos cinquenta dias do Tempo Pascal; e a água, que lembra a vida, lembra a nova criação que supera em qualidade a criação anunciada no Gênesis. Os feitos de Deus, libertando seu povo no mar Vermelho foi esplêndido, mas o que o Cristo ressuscitado fez no mistério pascal, foi maior. A Páscoa do Cristo Ressuscitado é infinitamente maior do que a Páscoa do povo hebreu. Isso posto, o que resta ao povo de Deus? Converter-se, para se livrar do pecado e para obter a salvação.

Para o celebrante, o questionamento fundamental, no entanto, consiste em delimitar o grande amor que se deve ter para com Jesus Cristo, por meio do batismo, morte e ressurreição dEle. Assim como aquelas mulheres que na madrugada, na escuridão e nas incertezas da fé, acreditaram, e mesmo achando que Ele estivesse morto no Sepulcro, mesmo sabendo que Ele era considerado um impuro, queriam tocá-lo, e não se deixaram perturbar pela dúvida de sobre quem rolaria a pedra; não ficaram em casa esperando tal resposta, encararam a escuridão, enfrentaram a dúvida, por amor. E quando no túmulo chegado, eis que alguém a pedra já havia rolado? O jovem, que as recebeu, com sua veste branca, simboliza o fato de que Jesus já estava com o Pai, bem como a mensagem de que elas deveriam avisar aos discípulos para irem para a Galileia, onde Jesus tudo começou. E aqueles discípulos, que temeram estar com Jesus ao longo do seu calvário, foram capazes de dar suas vidas por Ele, encorajados pelas três dimensões fundamentais da vida cristã: viver em comunidade, pois sem a comunidade é impossível crer na verdade de Nosso Senhor Jesus Cristo; escuta da Palavra de Deus, frequentando-a; e participando da Liturgia. Os discípulos de Emaús voltam para a comunidade quando reconhecem a Jesus. Nas sete aparições de Jesus depois da ressurreição, Jesus sempre aparece aos seus num dia de domingo, e come com eles, para celebrar a Eucaristia, condição para o começo da crença no Ressuscitado.

No amor para a fé, estar atento às três dimensões litúrgicas significa estar igualmente atento para a ideal celebração da Páscoa, para o acreditar na ressurreição e tornar cada homem capaz de vencer todo e qualquer sofrimento, encontrando sentido para toda a existência humana. No fim da homilia, o pároco e reitor do Santuário de sejou uma santa e feliz Páscoa da ressurreição a todos os fiéis e paroquianos.

 

Confira a homilia na íntegra:

 

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