A salvação nos é oferecida e somos chamados a gerar Jesus na fé

A consequência do pecado original é a ruptura da imagem de Deus, no entanto, Deus é amor e sempre promete algo grandioso depois que a humanidade falha.

Texto: Patrícia Gomes

Fotos: Fernando Carlomango

Mensagem Litúrgica da Santa Missa

Primeira Leitura (Gn 3,9-5)

Responsório (Sl 129,1-2.3)

Segunda Leitura (Hb 9, 11-15)

Segunda Leitura (2Cor 4,13-18-5,1)

Evangelho (Mc 3,20-35)

Em sua homilia, o Frei João Benedito explicou que, para compreender o livro do Genesis, é necessário entender um pouco sobre a Bíblia. Antes de tudo, é preciso compreender que a Bíblia não foi escrita pela mesma pessoa e que há vários gêneros literários: alguns livros são contos, outros retratam fatos históricos, outros são poesias e outros ainda formados por parábolas.  A passagem bíblica de Adão e Eva, retratada na primeira leitura da liturgia desse domingo, não é um fato histórico, mas sim uma parábola, cujo objetivo é falar sobre a nossa relação com Deus e o pecado. Deus havia falado para Adão e Eva não comerem o fruto proibido e eles agem como crianças: ficam pensando justamente no que não podiam fazer. Deus também pergunta a Adão: Onde estás? E essa pergunta também é feita a nós para refletirmos onde está o nosso coração.

A consequência do pecado original é a ruptura da imagem de Deus, no entanto, Deus é amor e sempre promete algo grandioso depois que a humanidade falha. Ele prometeu a salvação e o que parecia ser o fim de tudo, na verdade, é o começo da nossa salvação.  Adão diz que Eva o incentivou a comer o fruto proibido e essa atitude dele representa uma simplicidade e até infantilidade de Adão, pois ficou atribuindo a culpa a outra pessoa, assim como costumam fazer as crianças quando questionadas sobre algo que fizeram. A história de Adão e Eva é a nossa história de quando falhamos e pecamos, mas também representa a esperança de um Deus que perdoa e nos promete a salvação.

O Evangelho retrata uma cena dura, em que os familiares de Jesus julgam que Ele está louco. No entanto, se analisarmos o contexto vamos entender que a família queria protegê-lo, pois Jesus estava sendo ameaçado de morte e vão buscá-lo. Maria não nasce perfeita como uma perfeita discípula, ela precisa percorrer um caminho assim como cada um de nós. É difícil para Maria saber que aquele filho que ela gerou e cuidou quando pequeno é o próprio Deus. Ela vive o desafio de ser mãe e vai protegê-lo porque estava sendo ameaçado. Jesus no evangelho diz que todos os pecados serão perdoados, menos aquele cometido contra o Espírito Santo. E muitas vezes nos apegamos a essa exceção do pecado que não poder ser cometido e esse pecado é justamente negar a salvação. Jesus vai dizer que “quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”. As palavras de Jesus não agridem Maria, na verdade, deixam um ensinamento importante que é gerar Jesus na fé, pois mais importante do que Maria ter gerado Jesus no ventre foi ela ter gerado na fé.

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